Eu vivi um sonho. Um sonho desses que se vive acordado. Eu
beijei e toquei o sonho, eu deitei no braço e escutei o coração acelerado. Eu
tive medo de olhar nos olhos, mas a energia do impossível me permitiu ver além
do que eles podiam me mostrar. Eu confiei e segurei na mão, deixei ser levada
por espasmos de tempo que mais pareciam segundos incontáveis. Sorri junto,
beijei e amei da forma mais intensa que não deixei ser até hoje. Deixei o lado
mais violento, intenso e romântico em mim existente extravasar qualquer pudor
da razão, deixei “me” ser todos os meus extremos. Eu fui sem medo da partida,
mesmo tendo apenas ela como certeza, fui como se o dia não fosse acabar e como se
tudo estivesse resumido aquele sentimento, que ainda me é desconhecido. Esqueci
da vida, dos problemas, do vento, da chuva, do calor, do erro, e das horas de
atrasado, eu vivi como se aquele fosse o primeiro e único. Mas que NÃO seja. Não
foi preciso promessa, palavras vans, erros de juras levianas, o olhar falou, o
corpo falou, o coração prometeu. Fui afetada, fui invadida, fui contagiada...
Preciso sentir de novo, cheirar, beijar, olhar. Mesmo que seja por mais um dia,
mais um sonho, mais uma incerteza certa, mas que seja até quando puder ser. O
querer me levou, o querer me segurou, o querer me envolveu, e eu não o
largarei, não o largarei... Até a próxima loucura, até o próximo sol, som,
noite, até a próxima despedida sem dor, só de afeto, afeto, afeto...
20 de março de 2012
30 de janeiro de 2012
Para B.G.C.
"Que eu queria poder te dizer sem palavras..."
Eu senti teu cheiro agora, lembrei da intensidade do meu
amor por você. Foste à maior motivação dos meus sorrisos, dias, lágrimas,
palavras, produções... Fostes e acredito que ainda és. Eu aprendi a amar
sentindo o cheiro do teu macarrão com carne moída que, para mim, continua sendo
o melhor. Meu pequeno, eu te amei em cada espasmo de ciúme que sentia dos
sorrisos que não me tinham como motivadora. Mesmo tendo uma pequena história de
vida, afirmo sem nenhum medo que você foi a melhor e única forma de amor que
tive até agora. Eu te deixei ir para amar quem você queria e acabei por te amar
da forma mais livre que alguém poderia. Eu te tive mais em mim do que você pode
imaginar. Lembro-me até do cheiro dos teus pêlos e do barulho da tua
respiração. Não vivo mais de tuas lembranças, mas deixei guardado em mim os momentos
bons que passei ao seu lado e que me ajudaram a ser um pouco do que sou hoje. Ao
teu lado eu aprendi o valor da liberdade, das músicas, dos animais
desconhecidos e das surpresas que o meio do caminho nos proporcionava. Eu sinto
mais saudade de te amar em nossos esconderijos de pedaladas, a gente se
escondia do tempo e se tinha da forma mais rústica que alguém pode se ter, te
molhava de suor, de lágrimas e de água de rio, eu bebia teu sabor. Tenho esse
sabor ainda em minha boca. Sabor de água de chuva, água de bica das fazendas encontradas
por nós. Eu sempre te disse sem palavras tudo que eu sentia e você me respondia
com sussurros de prazer, dor e gozo. Ficaram as lembranças, o sapato, o livro e
esse amor. Esse amor que em mim é o mesmo daquela primeira vez em que deixei
teu olhar me esconder. Pensei que a distância te apagaria de mim, mas te sinto
da mesma forma de sempre e te guardarei em mim por cada segundo que meu coração
bater ouvindo as músicas que embalaram nossas vigésimas terceiras horas. Eu
desejo que você fique bem, que esteja bem e que viva bem ao lado de quem te dá
paz e conforto. Que esteja feliz, que tenha conforto e alcance tudo que você
sonhou. Mais acima de tudo eu desejo pra você AMOR. Fique com a(s) canção(ões),
fique com seu bem e quando possível, fique um pouco comigo nessas tortas linhas
que guardo para a eternidade dos instantes que esse amor durar.
Boa vida, meu
pequeno.
22 de janeiro de 2012
Espera-se um tempo bom
Como a criança que sente
O pulsar de uma corrente
No peito escutando o tom
Na alegria de um bombom
Em um gesto de carinho
Num tempo de passarinho
Espera-se a liberdade
Na medida da idade
E no percorrer do caminho
Trocam-se rimas em versos
Por poemas declamados
Por olhos entrelaçados
Nos pensamentos confessos
Entre os sorrisos de acessos
Troca-se um pensamento
Cada poesia é um momento
Querendo se declamar
Não pede torna o Luar
Só pede o merecimento
Dança-se livre a ciranda
Entre um gracejo infantil
Em outra roda se abriu
Brincadeiras de varanda
Pelos cheiros de lavanda
Noutro suor que escorre
Felicidades de porre
Sem distrair a razão
Dançando pelo salão
Nos braços de quem socorre
Deseja-se a felicidade
E a força de quem nos guia
Que em cada raiar do dia
Seja o seguro da idade
Deseja ser a verdade
Presente nessa subida
Um ano ta de saída
O outro já vem na porta
Deseja o que mais importa
O amor como guarida.
Maviael Melo
Como a criança que sente
O pulsar de uma corrente
No peito escutando o tom
Na alegria de um bombom
Em um gesto de carinho
Num tempo de passarinho
Espera-se a liberdade
Na medida da idade
E no percorrer do caminho
Trocam-se rimas em versos
Por poemas declamados
Por olhos entrelaçados
Nos pensamentos confessos
Entre os sorrisos de acessos
Troca-se um pensamento
Cada poesia é um momento
Querendo se declamar
Não pede torna o Luar
Só pede o merecimento
Dança-se livre a ciranda
Entre um gracejo infantil
Em outra roda se abriu
Brincadeiras de varanda
Pelos cheiros de lavanda
Noutro suor que escorre
Felicidades de porre
Sem distrair a razão
Dançando pelo salão
Nos braços de quem socorre
Deseja-se a felicidade
E a força de quem nos guia
Que em cada raiar do dia
Seja o seguro da idade
Deseja ser a verdade
Presente nessa subida
Um ano ta de saída
O outro já vem na porta
Deseja o que mais importa
O amor como guarida.
Maviael Melo
19 de janeiro de 2012
Para V. Vieira.
Nos
segundos de cada respiração da qual se inspirava ao velho conhecido perfume eu
consegui esquecer totalmente que a menos de uma semana atrás aquele a quem eu
estava possuindo em forma de cheiro tinha me feito chorar descontroladamente. No
breve movimento dos lábios dele me perguntando como eu estava senti vontade de
me despir e ser possuída ali mesmo, dentro do carro, com as portas abertas, com
o som de “Time After Time” que vinha do rádio ligado. Tive vontade
de dizer que senti saudade, desejo, tesão e até um pouco de ciúme. Que imaginei,
desejei, procurei, sonhei e quase o vi com outra(s) e deixei esses pensamentos
corroerem qualquer/toda lembrança boa da intensidade vivida na última noite que
colamos nossos corpos nus durante uma madrugada inteira. Ainda abri a boca pra
falar que ele parece ficar mais novo a cada sorriso dado, mas antes disso pude o
ouvir dizer que MEU sorriso é encantador. Todo ciúme tinha me feito esquecer
como as palavras dele são macias, com cheiro de algodão doce e gosto de água com
limão. Se ele soubesse como naquele momento fiquei mole e caída teria me pego
pelo braço e levado embora, eu teria ido pra todo e qualquer lugar com ele. Junto
de tudo veio as lembranças da última conversa, ele falava, e eu só conseguia
repetir a palavra INTENSIDADE, INTENSIDADE, I N T E N S I D A D E... Esqueci das lágrimas que derramei, das
palavras que ouvi, das coisas sem nexo que falei, as lembranças do nosso último
prazer era o que dominava meu (IN)consciente.
Deixei
ele falar tudo que queria, que tinha, que podia... Sentia a ponta dos dedos
dele percorrendo meus braços e encontrando os meus dedos, as cores misturadas
sempre ficam lindas, preto com branco. Olhei pra o rosto, vi o sorriso. O resto
eu não lembro... Ele é sedutor, é encantador, é sexy e lindo. É LINDO. Gosto
das pernas dele, da pele dele, do cinto que ele usa, da camisa pólo, da impressão
que os braços dele me dão de que ali não tem pêlo, gosto de escorregar pelos
olhos dele e cair na nuca, gosto do pequeno espaço entre o nariz e a boca dele,
passar a língua naquele “ocinho de homem” que ele tem no pescoço, gosto do bico
que ele faz enquanto emenda as sobrancelhas e joga o olhar pra distante na expressão
de dúvida que só vem dele, gosto do peito, dos braços e até do pêlo da axila. Tudo
me parece poético. Ao lado de todo esse conjunto eu me sinto pisando em área movediça,
em chão de mar, em nuvem, em algodão, me sinto em uma terra que parece ser
conhecida, mas que mesmo assim ainda me propicia curiosidade de me envolver em
tudo de novo, e novo, e novo... E daí depois
de tudo já esqueci de toda e qualquer raiva, foi só sentir os lábios colando no
meu, rápido e intenso, intenso, intenso...
11 de janeiro de 2012
Ao amor
Esqueci como é o amor. Mas me perdi no movimento de teus
cílios olhando meu corpo nu ao teu lado. Eu troco o que tenho em mãos pelo teu
sorriso ao amanhecer. Eu acredito que o amor tem a cor de tuas costas largas
molhada do nosso suor, tem o cheiro dos pelos do teu peito onde repouso depois
de tanto amor, tem a cor dos teus olhos que me sorri diante de alguma lembrança
que só cabe a nós e que ninguém que nos rodeia compartilha. Eu adoro ser tua
cúmplice, adoro ser teu amor, tua cachorra e teu bem. Transformo-me em tudo que
você quiser pra que sejamos felizes, porque a felicidade cabe nos segundos de
nosso sono no fim da tarde, de nossas cervejas em tardes quentes, de nosso
abraço embaixo do chuveiro, de seus olhos me procurando no meio da multidão
seguido de um sorriso ao me encontrar balbuciando que te amo. E se isso não for
amor o que mais seria? Se eu me completo até nos teus erros. Se nos nascemos de
um erro e hoje tentamos reverter esse erro em acerto, e seria esse tipo de amor
um erro? Meu coração é feliz nos teus braços, meu único, exclusivo, definitivo
e infinito amor...
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