8 de dezembro de 2011

A mais um 08 de dezembro.


Viver é correr o risco de virar repetitiva. Eu agora completo 23 anos de repetição, experiência, acertos e erros. Às vezes sinto que mais erros. Entretanto, mal sinto o peso do arrependimento. Eu sinto a vida em mim em cada milésimo de segundo que passa através dos dias. Sei e sinto que sou “um bem maior” quando em meu coração prevalece o mais lindo dos sentimentos. 

Não sinto vergonha do que fiz, do que sou e no que me tornei, os passos errôneos geralmente vieram acompanhados de alguma realização, e eu nunca me deixei na dúvida se o que eu queria/quis daria certo ou não, eu sempre fui lá e fiz, todo e qualquer consequência segurei com minhas próprias mãos, paguei também. Quando você descobre que essa pode ser sua única chance sente o peso do que é não tentar. E eu juro que sempre e a todo instante eu permaneci tentando. Minhas felicidades e tristezas devo a mim, não responsabilizo ninguém das minhas decepções. Se me decepcionei é porque confie, ou de mais ou de mais, isso, em parte, também é minha culpa, o resto é consequência.

Apenas digo que sou feliz, com intervalos de tédio, ódio, rancor, egoísmo e tristeza entre as cenas, mas viver vale tanto à pena quando vejo tudo que provei, que comi, que ouvi, que vivi, que senti. E eu adoro sentir tudo isso que me rodeia movendo em mim e me impulsionando a ir adiante. Nada é mais infinito do que aquilo que a gente não pode tocar com os pés, e esse “abismo” que cai não tem fim, viver a sim, pelo menos pra mim, é o que vale a pena. Eu fiz minha liberdade e dela desfruto do meu jeito, cada um faz na sua vida aquilo que gosta. Quero sentir a vida em mim incondicionalmente. Quando chega essa data faço um balanço de tudo que fiz até agora, juro que valeu a pena, tudo, tudo, TUDO! Sou a pessoa mais feliz do mundo, do meu jeito e no meu espaço. Parabéns pra mim.

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